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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Deixa eu dizer umas coisas...

Queridos alunos do 1º ano do Ensino Médio de 2009.

Parabéns pelo ensaio aberto do espetáculo "Deixa eu Dizer" do dia 13 de novembro, vocês mandaram muito bem!

É uma pena que esse foi um ano atípico, com uma redução expressiva no nosso número de ensaios e restrições quanto às aglomerações de público em locais fechados. Tenho certeza que, caso tivéssemos tido tempo de ensaiar um pouco mais e a oportunidade de fazer uma apresentação pública, vocês teriam protagonizado um lindo espetáculo!

Mas "Deixa eu Dizer" não foi apenas a montagem de um espetáculo musical. Acredito que a pesquisa e elaboração desse nosso texto, que aborda a controvertida temática do preconceito, provocou profundas discussões e modificou todos aqueles que se envolveram na sua produção.

Deixa eu dizer só mais uma coisa: sentirei falta dessa turma, uma turma empenhada, envolvida, engajada e talentosa. Parabéns a todos!

Beijocas,
Bia


Deixa eu Dizer - Ensaio aberto
13 de novembro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Roteiro "Deixa eu Dizer"

Queridos alunos,

Já está disponível no Vered@, no site da Móbile, o roteiro completo e revisado de "Deixa eu Dizer".

Podem baixar, está lindo!!!


sábado, 10 de outubro de 2009

Palco!

Enfim começaram os ensaios de "Deixa eu Dizer" no palco!

Até agora havia sido tudo muito teórico: pesquisas, trabalhos, seminários, sala de aula. Agora é botar em prática, encenar, cantar, tocar, emocionar...

Já tem coisa muito legal acontecendo, vejam as fotos nos links abaixo.

ensaio "Deixa eu Dizer"
9 de outubro de 2009



ensaio "Deixa eu Dizer"
11 de setembro de 2009



ensaio "Deixa eu Dizer"
4 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Com a boca no trombone!


Foco no centro do palco onde vê-se uma menina com uma margarida nas mãos.

Menina: (arranca uma pétala a cada palavra) Bem-me-quer, mal-me-quer, bem-me-quer, mal-me-quer... (arranca mais uma pétala da margarida a cada frase) Mal-me-quer porque sou pobre. Mal-me-quer porque sou negro. Mal-me-quer porque não sou daqui e falo diferente. Mal-me-quer porque sou homossexual. Mal-me-quer porque sou mulher. Bem-me-quer porque sou normal.

Blackout.

O texto de abertura de "Deixa eu Dizer" deixa claro que a temática do espetáculo musical dos primeiros anos é a controvertida questão do preconceito.

"E você não tem direito de calar a minha boca
Afinal me dói no peito, uma dor que não é pouca
Tenha dó!"

O trecho da letra de "Deixa eu Dizer" de Ivan Lins - música de abertura da peça (ouça a música) - é uma exigência por um espaço para expressar a indignação frente às atitudes discriminatórias, tão presentes em nossa sociedade.

O blog, é claro, não é um espaço de "bocas caladas", ao contrário, aqui você pode por a boca no trombone.

E então, o que mais te deixa indignado quando o assunto é o preconceito?

Poste seu desabafo! Expresse sua opinião embasando-a em referências literárias, jornalísticas, estatísticas, científicas, etc. E mande as referências, combinado?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Inclassificáveis

Inclassificáveis, de Arnaldo Antunes, é a música que abre o segundo bloco (Preconceito Étnico) do musical do 1º ano.

Mas, afinal, qual é a sua ascendência? Índio, preto, branco, o quê?

Sou descendente de avô italiano branquinho e avó brasileira descendente de índio e negro. Nas minhas veias corre sangue de negro, de índio e de branco. Sou inclassificável, certamente. E você, que sangue corre em suas veias? Conte pra gente.



que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio , que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

preto, branco, índio, o quê?
branco, índio, preto, o quê?
índio, preto, branco, o quê?

aqui somos mestiços, mulatos,
cafuzos, pardos, mamelucos, sararás,
crilouros, guaranisseis e judárabes (2x)

orientupis, orientupis,
ameriquítalos, luso nipo caboclos (2x)

orientupis, orientupis
iberibárbaros, indo ciganagôs (2x)
somos o que somos, somos o que somos
inclassificáveis, inclassificáveis

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós (4x)

aqui somos mestiços, mulatos,
cafuzos, pardos, tapuias, tupinamboclos,
americarataís, yorubárbaros. (2x)

somos o que somos, somos o que somos
inclassificáveis, inclassificáveis

que preto, que branco, que índio o quê?
que branco, que índio , que preto o quê?
que índio, que preto, que branco o quê?

não tem um, tem dois,
não tem dois, tem três,
não tem lei, tem leis,
não tem vez, tem vezes,
não tem deus, tem deuses,
não tem cor, tem cores,
não há sol a sós (4x)

egipciganos, tupinamboclos,
yorubárbaros, carataís,
caribocarijós, orientapuias,
mamemulatos, tropicaburés,
chibarrosados, mesticigenados,
oxigenados debaixo do sol.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Deixa eu Dizer

"Deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar."

O verso inicial de Desabafo, de Marcelo D2, muito conhecido de todos é, na verdade, o refrão de Deixa eu Dizer, música composta há cerca de 20 anos por Ronaldo Monteiro e Ivan Lins.

A versão original será cantada pelas quatro turmas dos primeiros anos do Ensino Médio na abertura do espetáculo musical deste ano.

Seguem também as cifras, quem se habilita?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Qual é a sua marca?


Adão Iturrusgarai

Música e Inclusão Social

A Orquestra Sinfônica Heliópolis tem por objetivo proporcionar a prática orquestral e o conhecimento do repertório sinfônico a seus jovens musicistas. Os alunos que compõem a Sinfônica são de famílias de baixa renda e recebem bolsa auxílio para que possam se dedicar ao estudo instrumental e conquistar seu espaço no meio artístico.

Com um repertório variado e uma qualidade musical que impressiona qualquer platéia, a Sinfônica Heliópolis, ação sócio-cultural desenvolvida pelo Instituto Baccarelli com a parceria da Companhia Brasileira de Alumínio, já se encontra entre as melhores orquestras jovens da cidade.



Hoje e amanhã, às 21h, haverá concerto da Sinfônica Heliópolis na Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, s/n) dentro da série do Mozarteum Brasileiro, uma importante série de música erudita de São Paulo, da qual a Heliópolis faz parte pela primeira vez, o que endossa a qualidade artística que os jovens instrumentistas já adquiriram.

Sob regência do meu querido professor Maestro Roberto Tibiriçá, a orquestra executará obras do compositor romântico alemão Felix Mendelssohn-Bartholdi, numa homenagem aos seus 200 anos.

Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas no site do Instituto Baccarelli.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Blog da bacante

Dica do Wilton:

O blog a seguir traz resenhas críticas sobre teatro. Consulte-o de vez em quando.

Flauta de 35 mil anos é o mais antigo instrumento musical

Uma flauta de osso de pássaro descoberta em uma caverna da Alemanha foi entalhada há cerca de 35 mil anos e é o mais antigo instrumento musical artesanal já descoberto, dizem arqueólogos, oferecendo a mais nova evidência de que as primeiras populações humanas da Europa tinham uma cultura complexa e criativa.


Ouça o som da flauta de 35 mil anos


Uma equipe liderada pelo arqueólogo Nicholas Conard, da Universidade de Tübingen, montou a flauta a partir de 12 fragmentos de osso de abutre, espalhados por uma pequena área da caverna de Hohle Fels, no sul da Alemanha.

Juntas, as peças formam um instrumento musical de 22 centímetros com cinco furos e uma extremidade em forma de "V". Coranrd disse que a flauta tem 35 mil anos de idade.

A flauta entalhada em um osso de abutre, descoberta em caverna pré-histórica alemã.

"É, sem dúvida, o mais antigo instrumento musical do mundo", disse o arqueólogo. A descoberta está descrita na edição desta semana da revista Nature.

A equipe de Conard escavou a flauta em setembro de 2008, o mesmo mês em que descobriu seis fragmentos de marfim em Hohle Fels que compõe uma estatueta feminina que, acredita-se, é a mais antiga escultura de uma forma humana.

A flauta, o mais antigo isntrumento musical artesanal, vista no solo da caverna.

Juntas, flauta e estatueta - descobertas na mesma camada de sedimento - sugerem que seres humanos anatomicamente modernos haviam estabelecido uma cultura avançada na Europa há 35 mil anos, disse o arqueólogo Wil Roebroeks, da Universidade de Leiden, na Holanda, e que não tomou parte em nenhuma das duas descobertas.

Roebroeks disse que é difícil saber qual o grau de inteligência ou de desenvolvimento social desse povo. Mas os vestígios materiais que deixaram - escultura, instrumentos musicais, adornos - combinam com objetos associados ao comportamento dos seres humanos modernos.

"Isso mostra que, já no momento em que os humanos modernos entraram na Europa... em termos de cultura material, eram tão modernos quanto possível", disse ele.

Neandertais também viviam na Europa na época em que a flauta e a estatueta foram feitas, e frequentaram a caverna de Hohle Fels. Tanto Conard quanto Roebroeks acreditam, no entanto, que os depósitos de vestígios deixados por ambas as espécies, ao longo de milhares de anos, indicam que os artefatos foram criados por humanos.

"O registro material é tão completamente diferente do que aconteceu nas centenas de milhares de anos anteriores, com os neandertais", disse Roebroeks. "Eu apostaria que humanos modernos criaram e tocaram essas flautas".

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ingresso de graça! Imperdível!

Evento vai distribuir 34 mil entradas para 119 espetáculos em cartaz na cidade.

Oferecer ingressos grátis pode ser uma boa isca para fisgar quem ainda não descobriu o prazer de ver um bom espetáculo teatral, ou abrir caminho para quem já desejava uma iniciação e precisava de um impulso, ou ainda ampliar o leque de possibilidades para o frequentador assíduo da efervescente cena paulistana. A relevância de se criar essa oportunidade é a aposta do evento Festa do Teatro, que começa amanhã e prevê a distribuição de 34 mil ingressos grátis para 119 espetáculos em cartaz na cidade no período que vai de sexta-feira até o dia 29.

O espectador pode conferir quais montagens participam pelo site www.festadoteatro.com.br, ou nas tabelas afixadas nos postos de distribuição, ou ainda por meio de um tabloide que terá circulação grátis em teatros e centros culturais e tiragem de 60 mil exemplares. Cada pessoa poderá retirar apenas dois ingressos por vez e apenas nos locais já determinados pelo evento (leia abaixo), Teatro Municipal e Centro Cultural São Paulo entre eles.

"Claro, se alguém voltar ao fim da fila, poderá pegar mais dois", diz Hugo Possolo, um dos idealizadores do evento. "Tomara que a fila seja tão grande quanto as dos estádios de futebol em dia de clássico", diz. "A ideia inicial era conseguir a participação de todas as montagens em cartaz no período, mas como há toda uma logística que requer antecedência, alguns poucos ficaram de fora."

Para o público, sem dúvida, a característica mais interessante dessa festa, depois da gratuidade, é a sua amplitude. Quem correr para garantir o seu ingresso já na quinta-feira vai poder escolher desde um musical da Broadway como A Bela e a Fera, passando pela oportunidade de ver uma grande peça do repertório nacional como Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues (foto ao lado), pela chance de ver uma diva como Marília Pêra em A Gloriosa, até a de conferir um espetáculo ousado do underground paulistano como Justine, peça inspirada na obra homônima do Marques de Sade, em cartaz no Espaço dos Satyros, na Praça Roosevelt.

Há produções modestas que têm tudo para surpreender positivamente como Gardênia, adaptação de O Amor nos Tempos do Cólera, em cartaz no 3º andar do Sesc Consolação, ou Aldeotas, com Caco Ciocler e Gero Camilo. Há solos que têm apenas uma apresentação por semana em salas pequenas, como Doido, de Elias Andreatto, que está na Livraria Cultura, ou Van Gogh, com Alexandre Ferreira, no mezzanino do bar Teatrix. É mesmo uma festa teatral para todos os gostos.

Onde Conseguir

POSTOS FIXOS

Teatro Municipal
Praça Ramos de Azevedo.
Dias 18, 23 e 26 de junho. Das 11h às 15h.

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000.
Dias 18, 23 e 26 de junho. Das 16h às 20h.

POSTOS VOLANTES
Lapa
Biblioteca Mário Schenberg
Rua Catão, 611.
Dia 18 de junho. Das 13h às 17h.

Vila Formosa
Biblioteca Paulo Setúbal
Avenida Renata, 163.
Dia 23 de junho. Das 13h às 17h.

Santo Amaro
Biblioteca Prestes Maia
Av. João Dias, 822.
Dia 26 de junho. Das 13h às 17h.

Confira os espetáculos no site www.festadoteatro.com.br.

Beth Néspoli escreveu para o Caderno 2 do Estadão

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Saiu no Estadão

Leiam a crítica publicada hoje no Caderno 2.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

O Mundo

O Mundo, música de André Abujamra, foi a canção escolhida pelo grupo dos primeiros anos do Ensino Médio para fechar o seu espetáculo de 2009. A escolha se deu pelo fato de que a letra aborda a diversidade cultural da humanidade.



O coral de 80 vozes será acompanhado por tantos violões quanto forem os instrumentistas da turma. A música não é muito difícil de tocar, mesmo que você esteja enferrujado ou seja principiante, vale a pena tentar:

O Espetáculo

Após muita discussão sobre o tema Arte & Preconceito, os alunos do 1º ano do Ensino Médio do Colégio Móbile elaboraram uma pesquisa intensa sobre o assunto. Para cada uma das quatro salas, foi designado um subtema: preconceito social (1ºA), preconceito étnico (1ºB), preconceito linguístico e contra o migrante (1ºC) e demais formas de preconceito - homossexual, contra a mulher etc. (1ºD).

Cada sala foi dividida em 5 grupos de 4 alunos que apresentaram seminários com pelo menos oito manifestações artísticas diferentes (pintura, desenho, poesia, teatro, música, cinema etc.). Os seminários foram apresentados em Powerpoint, de forma que toda a sala pode ver as imagens, ouvir as músicas acompanhando as respectivas letras, assistir aos vídeos e acompanhar a leitura dos poemas e a leitura dramática das esquetes teatrais.

Após a conclusão das apresentações, o leque de possibilidades para a produção de um espetáculo de fim de ano era muito grande, e fizemos uma escolha democrática - porém muito difícil, dada quantidade de boas opções - de quais músicas, poemas, imagens e esquetes de teatro serão apresentas em novembro.

Brevemente, postaremos algumas das escolhas aqui neste blog.

Acompanhe!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Arte & Preconceito

Neste ano, a professora de Artes (Música) do Colégio Móbile, Bia De Luca, lançou uma proposta a seus 80 alunos de 1º ano do Ensino Médio: elaborar um espetáculo de fim de ano que aborde a controvertida temática do preconceito. A ideia é que o espetáculo discuta o tema por meio das diversas possibilidades artísticas: pintura, fotografia, cinema, música, teatro etc.

Para embasar a pesquisa, que foi realizada ao longo de março de 2009, os alunos leram o livro 12 faces do preconceito, organizado por Jaime Pinsky, e participaram de diversas discussões em sala de aula.

Na avaliação bimestral, uma questão colocou em xeque a compreensão que a turma tem da importância da montagem da qual estão participando:

Leia o depoimento a seguir:

“Tive a sorte de saber que meu pai era gay antes de conhecer a homofobia. O preconceito é algo que se aprende e, aos 5 anos, eu não havia aprendido.” (Abigail Garner, escritora norte-americana cujo pai biológico decidiu viver com outro homem quando ela tinha 5 anos.)

Tendo como base a premissa defendida pela escritora Abigail Garner, segundo a qual o preconceito é aprendido ao longo de nossa vida, por meio da convivência com pessoas preconceituosas, da generalização de fatos e atos isolados e da contribuição da mídia, ele pode também ser esquecido e combatido.

“Temos de nos arrepender nessa geração não tanto pelas más ações das pessoas más, mas pelo silêncio assustador das pessoas boas.” (Martin Luther King)

O artista parece ser um dos responsáveis por quebrar o “silêncio assustador”, sobre o qual fala Luther King. Observe então as imagens a seguir:


Encontro (1924) - Lasar Segall


In: Retratos de crianças do êxodo (2000) - Sebastião Salgado


Leia o fragmento da canção “Ebony and Ivory”, de Paul McCartney e Stevie Wonder, e faça o que se pede:

Ebony and ivory Ébano e marfim
Live together in perfect harmony Vivem juntos em perfeita harmonia
Side by side on my piano keyboard Lado a lado no teclado de meu piano

Oh Lord, why don't we ? Deus, por que nós não podemos?

Utilizando os exemplos citados anteriormente e a sua experiência como espectador, explique de que maneira uma produção artística pode combater o preconceito. Como a arte se diferencia de abordagens como a jornalística, a científica etc.?

Segue uma coletânea de respostas obtidas na avaliação:

Ana Cecília Viegas Madesi
A arte se diferencia de abordagens como a jornalística, a científica, etc., pois ela passa para o leitor a exata mensagem que deve ser transmitida. A arte humaniza as pessoas através de suas cores, formas, interpretações, sons e imagens. Diferentemente das outras abordagens, uma produção artística consegue comover o espectador através de fatos corriqueiros, de atividades que todos podem realizar em seu dia-a-dia. Assim, pode-se dizer que a produção artística pode combater o preconceito, pois ela “poetiza” as pessoas e os ocorridos; ela, através de suas características e conteúdos, transforma o mundo em belo, comovendo ou não seus espectadores e ensinando-lhes uma crítica do mundo em que vivemos, que é influenciado pelos nossos atos.


Daniela Dauar
Uma produção artística pode combater o preconceito mostrando seu ponto de vista (do pintor etc.) e sua indignação, provocando assim um sentimento de culpa e angústia nas pessoas.
A diferença entre a arte e uma abordagem jornalística é a maneira de como a mensagem chega às pessoas. Na arte, na maioria, não é usado o recurso verbal, somente o visual; já no jornalístico é o contrário. Além do fato de que, para mim, essa mensagem chega de uma maneira mais realista através da arte.


Daniela Lewinski
A arte nos sensibiliza e nos ajuda a ver o mundo de outra maneira, com outros olhos. Assim, a arte pode usar essa função humanizadora e sensibilizadora para ensinar que o preconceito é ruim e que devemos combatê-lo.
O jornal e a ciência não têm essa função humanizadora, simplesmente contam fatos, então é mais fácil que a arte combata o preconceito do que os meios jornalísticos e científicos.


Denise Hamada
A produção artística pode combater o preconceito da seguinte maneira: através de obras, músicas, filmes e livros, pode conscientizar as pessoas e fazê-las “mudar de lado”, pois ela toca em pontos sensíveis e nos emociona, fazem a gente querer fazer o bem. A arte se diferencia de abordagens como a jornalística etc., pois é mais humana, não é seca como as outras abordagens, parece que tem sentimentos.


Fabiana de Morais Basso
A arte mexe com os sentimentos. Este é o ponto que diferencia tanto a arte das outras abordagens, como a jornalística, a científica etc.
Como a arte faz as pessoas sentirem, elas começam a ter outro ponto de vista sobre o preconceito, podendo, assim, combatê-lo.


Fernando Haddad
A produção artística pode ajudar a combater o preconceito, pois ela tem a capacidade de mostrar às pessoas novos pensamentos e novas atitudes. Como a arte pode refletir o pensamento de cada um, ela se diferencia das abordagens jornalísticas e científicas, que são exatas.

Flávia Gonzaga
A arte explora os sentimentos, e o que é o preconceito senão um sentimento? Sendo assim, o que melhor para combatê-lo do que a arte? O preconceito é irracional, não há como explicá-lo. Portanto, é praticamente inútil combatê-lo com meios tão racionais e explicativos como os meios jornalísticos e científicos.

Flavia Ramos Povillies
A arte é uma grande influência para muitas pessoas.
Quando assistimos a uma peça, por exemplo, refletimos e aprendemos mais sobre o assunto tratado, seja qual for.
Uma peça ou produção artística pode combater o preconceito pois faz com que as pessoas pensem mais sobre o assunto tratado.
Nesse aspecto, a arte se diferencia das abordagens científicas e jornalísticas porque é mais subjetiva, e é compreendida de diferentes modos por cada pessoa.

Gabriela Bueno dos Santos
Uma produção artística pode combater o preconceito sensibilizando as pessoas de que esse ato é algo desnecessário e que é possível viver sem o preconceito. Um exemplo é a música de Paul McCartney e Stevie Wonder, onde os autores fazem um metáfora com as teclas do piano, que são brancas e pretas, com o preconceito, questionando o fato de eles conviverem juntos sem problemas, e os humanos não. A arte se diferencia de abordagens como a jornalística e a científica, por exemplo, pelo fato de ela trabalhar com outros recursos, sem ser a linguagem falada somente, e conseguir provocar sentimentos nas pessoas. A arte é algo mais irracional do que as linguagens jornalísticas e científicas, que são mais racionais.

Gabriela Curi Menegatti
Uma produção artística pode combater o preconceito mostrando como isso afeta as pessoas, mostrando ao público as consequências devastadoras desse ato; pode combater o preconceito por meio de uma peça, ensinando e mostrando ao público que é possível combater o preconceito e viver em paz com todas as diferenças. A arte se diferencia de abordagens como a jornalística e a científica, pois, diferente dessas, em que os fatos são mostrados ao público, a arte dá a ele a chance de ele próprio provar esses fatos; a arte “toca” o público, sensibiliza-o, mexe com as suas emoções fazendo-o enxergar as coisas e a vida com outros olhos, outras perspectivas.

Giulia Porro Turcato
Uma produção artística pode combater o preconceito quando esta aborda situações sendo superadas, pessoas convivendo juntas em harmonia, etc. Tudo isso é mostrado pelas cenas, sentimentos das personagens (se for teatro) e expressões, e elas acabam mostrando “como deveríamos agir” em relação a esse assunto, fazendo uma crítica. A arte, diferentemente de abordagens como a jornalística, a científica etc., é capaz de passar mensagens mais fortes, que se relacionam mesmo com as pessoas por meio dos sentimentos.

Isabella Giordano
Uma produção artística é capaz de proporcionar diversas visões sobre algo real; no entanto, a arte em si deve, antes de representar algo, ser aceita. Assim como ela é aceita pelas pessoas, as pessoas devem se aceitar, por isso a arte não exprime o preconceito, é capaz de combatê-lo. Isso é um fator que diferencia a arte de abordagens jornalísticas, científicas etc. Como diz Abigail Garner, “o preconceito é algo que se aprende”, e a arte, sendo um instrumento sutil, crítico, avassalador, intenso, ou o que for, é fundamental para “desaprender”, pois com ela enxergamos que não há certo e errado, e que ações preconceituosas se excluem dela.

Isabella Sant’Anna
Uma produção artística pode combater o preconceito de forma que, ao opinar sobre o preconceito, coloca na cabeça das pessoas o lado ruim dessa prática. A produção artística influencia o pensamento das pessoas e pode ensinar a humanidade a combater o preconceito na prática. A arte se diferencia de abordagens como a jornalística e científica etc. de forma que ela lida com os sentimentos e não só com fatos; ela trata do que as pessoas estão sentido.

Julia Di Creddo Oliveira
A arte é algo que mexe com nossos sentimentos. Não é um monte de informações que são enfiadas em nosso cérebro. A arte delicada e sutilmente nos transmite informações que são passadas para o coração. Por isso ela pode ter um poder de persuasão maior que os jornais e textos científicos. Se vemos a imagem de uma criança chorando sobre o corpo dos pais numa guerra, nós nos sentimos mais sensibilizados do que se simplesmente ouvirmos o número de mortos.

Laura Halker Silva
A arte, diferente de abordagens jornalísticas, científicas etc. aborda algum assunto de forma indireta, crítica, algo através de imagens, sons, palavras, diferente de algo concreto, escrito e direto.
A arte mexe com o sentimento da pessoa, pois a faz refletir e pensar no que o artista quis representar.
A arte pode combater o preconceito, abordando-o em mínimas coisas; o espectador consegue parar, pensar e refletir e aprender com essa arte.

Ligia Cohen
A arte, em qualquer forma (teatro, cinema, literatura, artes plásticas etc.), tem como objetivo sensibilizar as pessoas. A arte se diferencia de abordagens jornalística ou científica pelo fato de que esses outros tipos de abordagem têm como único objetivo informar. A arte tem, como principal objetivo, aflorar os sentimentos das pessoas, tornando mais fácil a ideia de mudar os ideais das pessoas.

Lucas Lara
A arte se diferencia de abordagem jornalística e científica pois todas as pessoas, de todas as classes sociais, conseguem entendê-la. Por exemplo: é fácil reconhecer o amor entre as duas personagens do quadro “Encontro”. Isso faz com que as pessoas entendam facilmente que é possível a convivência harmoniosa de pessoas “diferentes”.

Luciana Ting
A arte, diferentemente do jornalismo e da área científica, é mais eficaz contra o combate do preconceito. Isso ocorre pois ela traz sensações e emoções, fazendo o espectador, leitor ou ouvinte pensar no assunto abordado pelos artistas. Nesse caso, esse assunto é o preconceito. Como no quadro de Lasar Segal e na canção “Ebony and Ivory”, de Paul McCartney (branco) e Stevie Wonder (negro), há uma crítica à sociedade. Ambas as produções mostram que, por exemplo, negros e brancos podem viver sem o racismo.

Luís Otávio Ferreira
Diferentemente do jornalismo e da ciência, a arte “mexe” com as pessoas, provocando sentimentos e propondo reflexões. Isso faz com que a arte seja muito mais profunda e eficiente na hora de combater o preconceito e o racismo.
Além disso, muitas vezes a arte é mais universal, pois consegue atingir uma parcela maior da população. A música, em especial, é muito eficaz neste aspecto, além de ser de fácil entendimento na maioria das vezes.

Luisa Silveira
A arte (produção artística) pode combater o preconceito, sensibilizando as pessoas, fazendo-as sentir. Isso ocorre, por exemplo, no retrato de Sebastião Salgado.
A produção artística também pode conscientizar as pessoas de que o preconceito só existe na cabeça do homem, e não no mundo natural, onde pretos e brancos convivem em harmonia, como pode ser visto no canção “Ebony and Ivory”, de Paul McCartney e Stevie Wonder.
A arte, contudo, se diferencia de abordagens jornalísticas e científicas, por exemplo, pois não quer apenas informar ou transmitir conhecimentos para as pessoas. Quer também mostrar, para elas, outros mundos, o que é mais efetivo para sensibilizar as pessoas e fazê-las mudar de comportamento.

Luiza Plastino
A arte promove aos seres humanos a capacidade de sentir emoções (boas e ruins). A arte não apenas aborda um fato como os gêneros jornalístico, científico e outros. A arte mobiliza pessoas, reflete um pensamento crítico que tem como objetivo fazer o ser humano sentir e enxergar além das diferenças e dividir um problema pelo qual devemos lutar. A arte não tem preconceitos, emociona a todos e ultrapassa os limites do que é considerado certo ou errado por meio da pintura (por exemplo), como é o caso do quadro de Lasar Segal.

Luiza Schuch
A arte pode combater o preconceito, pois mexe com os sentimentos, e o preconceito é uma aversão irracional. Com a arte é possível “abrir os olhos” do espectador sobre um ponto de vista fechado e não refletido ao espectador. O teatro consegue penetrar nas pessoas de uma forma mais descontraída, mais suave, deixando na pessoa que assiste uma “pulga atrás do orelha” e podendo causar mudanças, porque a pessoa passará a refletir a partir daí.

Mariana Hyppólito
A arte se diferencia de abordagens jornalísticas e científicas de tal forma a mexer com o emocional. Para a arte, a razão não tem a mesma importância da emoção, e é esta que faz com que as obras (como os exemplos anteriores – a música, o quadro) provoquem sentimentos nas pessoas. Assim, ao provocar sentimentos, as pessoas se comovem, refletem e se imaginam na situação, o que pode fazê-las mudar de ideia e, por exemplo, acabar, com o preconceito.

Mariana Mota Kertzman
A arte tem como objetivo emocionar, diferentemente dos jornais, que têm como objetivo informar e, assim, tornar as pessoas mais humanas, porque o que nos diferencia dos animais irracionais é o fato de sentirmos emoção, não agirmos somente por instinto, agirmos por uma combinação de razão e emoção, e quanto mais temos contato com a arte, mais variadas nossas emoções. O preconceito é algo com o que não nascemos, nós aprendemos. O papel da arte é nos sensibilizar em relação a isso e nos mostrar como o preconceito é algo sem sentido e ridículo.

Marina de São José Santos
Uma produção artística pode combater o preconceito, pois mexe com as nossas emoções. Pode nos conscientizar do mal que o preconceito causa, e nos fazer mudar nossas ações e modo de pensar.
A arte se diferencia de abordagens como a jornalística, a científica etc., pois emociona as pessoas, nos torna “humanos”.

Tatiane Martins
Uma produção artística possui a capacidade de combater o preconceito, pois causa no homem EMOÇÕES, traz ao homem o BELO. Emoções das quais o ser pode possuir um certo distanciamento no cotidiano, como a solidariedade, a compaixão e o sentimento de igualdade em relação ao outro. Proporcionando a ele um olhar sobre a vida mais amplo; logo, um olhar mais amplo sobre as pessoas que leva à sepultura o preconceito.
Esse caráter de provocar emoções no homem é a característica que diferencia a produção artística da jornalística, da científica; o PODER de proporcionar o BELO.