O texto abaixo foi escrito por Rafael F. Rejtman, um dos cerca de 70 alunos do 9º ano que, na companhia de 50 pais e convidados, assistiram à peça "O fingidor".No domingo dia 31 de maio, os alunos do 9º ano foram assistir à renomada peça "O fingidor", de Samir Yazbek, no teatro TUCA, em Perdizes. O convite foi feito pelos professores Rogério e Guilherme, que tinham como objetivo que os alunos pudessem presenciar, com qualidade, aquilo que farão no futuro, em sua apresentação de outubro. A ideia dos professores foi um sucesso, e mais da metade dos alunos compraram seus ingressos e se apresentaram, muitos com seus pais, para assistir à peça.
A experiência no Tuca foi ótima, beneficiada ainda mais pelo debate no final com os atores e o diretor.
A peça em si trata de um drama que remonta o caráter de Fernando Pessoa (Hélio Cícero), grande escritor português, e principalmente sua interessnte característica de criar heterônimos para suas obras. A trama é muito bem construída e permite observar claramente as diferentes personalidades dos heterônimos, que na verdade, como o próprio Samir comentou, são diferentes faces de Fernando.
Em uma reflexão pessoal, após o debate e depois de me informar sobre a admiração que Pessoa tinha pela dramaturgia, pude perceber que ATUAR É COMO CRIAR UM HETERÔNIMO CONCRETO E MOMENTÂNEO, e que devemos ser, em nossa apresentação, tão fiéis a nossos personagens, como se eles fosse diferentes faces de nós mesmos.
07/06/09

